Pucón no Chile. Acima na foto Kon e Gisah de Curitiba em 2009. O trajeto até Pucón, cidade chilena ao pé da cordilheira dos Andes, porta de entrada para a Patagônia, não é curto. São quatro horas de vôo entre São Paulo e Santiago, uma hora e meia de novo vôo entre Santiago e Temuco e um longo par de horas de espera por esse segundo embarque no aeroporto de Santiago.
Espalhando fumaça pelo céu muito azul de uma tarde de novembro, surge o Villarica, um dos vulcões mais ativos do Chile e da América do Sul. Senhor absoluto da região e da viagem. Impossível não se deixar dominar pela imagem do vulcão, a cereja do bolo de Pucón, uma das mais belas cidades chilenas, à beira do lago Villarica.
Cercada por montanhas nevadas, lagos de água transparente, florestas, parques nacionais, rios, cachoeiras, termas, praias vulcânicas e os vulcões do complexo do Villarica-Lanína, a região de Pucón tem intensa atividade vulcânica.
É rodeada por termas, fontes que, provenientes do centro da terra, brotam da montanha. As águas termais podem atingir temperaturas de até 50ºC. Misturadas à água gelada de rios represados ou de quedas-d’água vindas das montanhas, enchem piscinas naturais próprias para o banho, recomendadas principalmente para quem sofre de problemas reumáticos e dores musculares.
Transporte em Pucón
De Pucón, pode-se circular de carro, de ônibus, de bicicleta e a pé para outras cidades chilenas nas montanhas e até cruzar a fronteira com a Argentina. Ali, o turista dispõe de meios de transporte público para atravessar a fronteira de um país para o outro, fundamental para aqueles que desejam visitar todos os parques nacionais da Patagônia.
Cruzando a fronteira a partir de Pucón, visita-se com facilidade cidades argentinas como San Martín de Los Andes, localizada a 242 km de Pucón. A cidade é a porta de entrada do Parque Nacional Lanín e sede da estação de esqui de cerro Chapelco.
Junin de Los Andes, localizada a 151 km de Pucón, é o ponto de partida para a duríssima escalada de dois ou três dias até o cume do vulcão Lanín (a 3.776 metros de altitude), e San Carlos de Bariloche, a 474 km de Pucón, a maior cidade argentina nos Andes da Patagônia, que é o grande centro turístico argentino.
A Patagônia, paraíso natural da América do Sul, é uma região com aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados e que ocupa quase um terço dos territórios do Chile e da Argentina. A natureza apresenta formas distintas em cada um desses países.
Do lado chileno, desponta uma faixa de floresta densa e selvagem, margeando toda a costa do Pacífico Sul. Do lado Argentino, a Patagônia apresenta-se como um platô semi-árido, onde séculos de erosão formaram gigantescas elevações em forma de mesas, que os argentinos chamam de mesetas.
O ponto de encontro entre os territórios da Patagônia chilena e argentina fica no começo da cordilheira dos Andes, em seu pequeno trecho na Região de Araucanía e na região do Lagos. Pucón é um dos principais destinos turísticos do Chile e dos chilenos, em especial no verão.
Pucón todo ano
A cidade oferece atividades durante o ano todo, e não há uma estação que seja mais indicada para a viagem. Depende do tipo de atividade que se deseja praticar. A principal delas é a escalada até o topo da cratera do Villarica (a 2.847 metros de altitude). Se o dia estiver limpo, no alto da montanha, contempla-se a cratera, observam-se as entranhas da terra e o inacreditável espetáculo de fogo e lava.
Pontos de Interesse no Centro
- Plaza de Armas, a praça central da cidade.
- Calle O’Higgins, a rua principal e mais movimentada da cidade.
- Playa Grande, única praia urbana onde é possível chegar caminhando a partir do centro.
- Costanera del Lago Villarrica, que é de onde saem os passeios náuticos. Ela onta com ciclovia, calçadão e uma linda vista para o vulcão e para o pôr do sol.
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